alto-falante

ai weiwei

Posted in artes plásticas, política by Fabio Camarneiro on 18/03/2012

Na foto acima, de 1995, o artista chinês 艾未未 (Ai Weiwei) quebra um vaso da ditadura Han.

Conhecido por seu posicionamento contrário ao governo chinês, Ai diz, em entrevista a Fabiano Maisonnave, publicada no caderno Ilustríssima (Folha de S. Paulo, 18 de março de 2012):

 

Comecei a usar o iPhone porque tem essa câmera de alta definição e eu preciso dela. O iPhone é um exemplo interessante. Todos adoram o iPhone, a nova geração adora, mas, ao mesmo tempo, essas fábricas exploram países como a China. As pessoas não têm direitos básicos, não existe a proteção dos sindicatos. Portanto, é um tipo de escravidão, já que os trabalhadores não têm escolha.

Se alguém pula da janela e sacrifica a vida aos 20 anos, não há outra explicação. É escravidão. E não foi só um, foram 20 trabalhadores [que se suicidaram em fábricas de iPhone]. Para a Apple é facílimo fazer fábricas na China, ela tem 1 milhão de trabalhadores.

Não queremos só ser politicamente corretos. Tendo ou não iPhone, todos participamos do desenvolvimento moderno. Você não precisa ter um iPhone para participar da poluição, da burocracia. É por esse motivo que todos devem ser conscientes dos direitos humanos. Ninguém é totalmente limpo, nosso conforto está sempre relacionado ao sofrimento de alguém.

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almanaque lobisomem

Posted in internet, publicações by Fabio Camarneiro on 31/08/2010

Numa iniciativa dos editores Fabiano Calixto, Renan Nuernberger e Flávio Rodrigo Penteado, o Almanaque Lobisomem anda assombrando as madrugadas dos leitores.

Trata-se de um catatau de pouco mais de 330 páginas, com uma direção de arte “sanguinolenta”, bons trabalhos fotográficos e vários textos sobre poesia, literatura, cinema, política, etc. – tudo temperado com humor negro.

A lista de colaboradores é extensa e mistura clássicos e contemporâneos. Pode-se ler desde as traduções que Carlos Drummond de Andrade fez para algumas letras dos Beatles (publicadas originalmente em 1969) até um texto do autor deste blog sobre O massacre da serra elétrica, o clássico filme que Tobe Hopper realizou em 1974.

Eis uma relação (que esperamos completa) dos autores do volume digital:

Alberto Martins + Alfred Doblin + Andre Fernandes + Andréa Catrópa + Anne Sexton + Arnaldo Antunes + Avelino de Araujo + Banksy + Beatles + Carlos Marighella + Christian Morgenstern + Diniz Gonçalves Junior + Dirceu Villa + e. e. cummings + Eduardo Galeano + Erica Zingano + Fabiano Calixto + Fabio Camarneiro + Fabrício Marques + Fernanda Serra Azul + Gabriel Pedrosa + Heinrich Böll + Helio Neri + Heriberto Yepez + Jean Starobinski + Jim Morrison + John Ashbery + John Zerzan + Juliana Amato + Juliana Marks + Julio Barroso + Krusty + Laura Wittner + Laurie Anderson + Leandro Rodrigues + Ledusha + Leonardo Martinelli + Letícia Costa + Lilian Aquino + Marcello Vitorino + Marcelo Ferreira de Oliveira + Marcelo Montenegro + Marcelo Sahea + Márcio-André + Mariano Marovatto + Marilia Garcia + Mário Bortolotto + Mario Sagayama + Nick Drake + Nicolas Behr + Nicollas Ranieri + Pablo Ortellado + Patricia Augusta Correa + Paulo Rodrigues + Paulo Stocker + Pedro Gale + Qorpo-Santo + R. Ponts + Renan Nuernberger + Ricardo Domeneck + Ricardo Silveira + Roberto Bolaño + Rodrigo Lobo Damasceno + Rogério Sganzerla + Sergio Raimondi + Sylvia Beirute + Thais Monteiro + Tiago Pinheiro + Tom Waits + Zho Bertholini

O download do Almanaque Lobisomem pode ser feito aqui.

roberto piva

Posted in podcast, poesia by Fabio Camarneiro on 07/07/2010


(foto: Mario Rui Feliciani)

Podcast em homenagem ao poeta Roberto Piva.

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fuso

Posted in palavras by Fabio Camarneiro on 06/05/2010


Todas as noites nós dormíamos um de cada lado da cama, cada um com seu travesseiro, seu criado mudo, seu abajur e seu livro pela metade. Depois da vista cansada, cada um deitava o marcador de páginas no livro, o livro no criado mudo, os óculos em cima de tudo, o corpo se ajeitando nos lençóis. As distâncias eram tão grandes que aquela cama parecia um continente, um oceano, as dobras dos lençóis eram cordilheiras e os nossos excrementos formavam bacias hidrográficas ou algum grande ajuntamento urbano.

De um lado a outro daquela cama, dois tempos distintos, uma diferença de fuso horário que fazia com que um acordasse quando o outro adormecia, um reclamava quando o outro não ouvia, um queria sexo quando o outro era fadiga.

Esse fuso horário continuava em tudo: nossos relógios marcavam horas diferentes, nossos amigos pensavam coisas diferentes, nossa comida vinha de lugares diferentes. Quando nos encontrávamos no banheiro era como se estivéssemos em um aeroporto, uma estação de trem, um sonho, um ônibus espacial: um escovava os dentes, o outro se ocupava num arremedo de toilete, e havia uma dúvida sobre que idioma, que espécie de palavras sairiam daqueles lábios outros.

Quando descobrimos tudo isso, parecia tarde. Mesmo assim, compramos as passagens e fizemos as malas – que lotamos com nossas melhores roupas e uma escova de dentes nova. Marcamos encontro no meio daquele leito, a metade do caminho entre um e outro criado mudo, entre um e outro livro fechado. A viagem foi demorada, cheia de percalços. A fronteira estava interrompida, um deslizamento havia bloqueado algumas estradas, a alfândega por pouco não exigiu que voltássemos atrás.

Mesmo assim, chegamos. Cada um em um horário diferente, cada um em um dia diferente. Cada um em um ano, em um século distinto. Não dava para escapar. Mesmo com todos os relógios sincronizados, nossos ponteiros sempre apontaram para fusos horários irreconciliáveis.

(ilustração de Sam Usher)

thelonious

Posted in música by Fabio Camarneiro on 01/03/2010

Lógunède é um orixá, normalmente apresentado como filho de Oxum e Oxóssi. Reune em si os lados masculino e feminino, o velho e o novo, o frescor e a experiência. Na definição de Mãe Menininha do Gantois, é um “santo menino que velho respeita”.
Thelonious Monk lembra Lógunède: ele toca piano com a graça e a liberdade de um menino, mas, ao mesmo tempo, é admirado por músicos e amantes do jazz no mundo todo.
Sua musicalidade, seu ritmo, suas pausas, seu bom humor, tudo isso está nessa interpretacão da clássica “Round midnight”, composta em 1944.

(Para saber mais sobre Lógunède, ver: Nei Lopes, Logunedé, santo menino que velho respeita, São Paulo: Pallas.)

uma vez flamengo… seis vezes flamengo

Posted in futebol by Fabio Camarneiro on 08/12/2009

Parabéns ao Flamengo pelo seu sexto título brasileiro de futebol.
Mas verdade seja dita: o time da Gávea não era a melhor equipe da competição.
Apesar de todos méritos do rubro-negro, o título deveria ter ido para o Internacional de Porto Alegre (como estava indo até que, no Maracanã, aos 24 minutos do segundo tempo, o zagueiro Ronaldo Angelim marcou o gol do titulo flamenguista).
Aqueles que defendem o campeonato de pontos corridos afirmam que esse sistema seria mais “justo” do que, por exemplo, um quadrangular final.
(Muitos pensam que “justiça” e futebol tenham algo a ver, ignorando o azar, essa coisa maravilhosa que muitas vezes decide um jogo ou um campeonato.)
Para complicar um pouco a questão, este ano o Flamengo foi beneficiado justamente pelo tal sistema de pontos corridos. O rubro-negro encarou, nas duas últimas rodadas, Corinthians e Grêmio, times cujo único interesse ao enfrentar o time carioca era… perder.
O primeiro, para prejudicar o rival São Paulo; o outro, para impedir o título do Internacional.
Esses times não necessarimanete perderam seus jogos de maneira deliberada. Porém, também não tinham motivação nenhuma para vencê-los. E se essas partidas valessem algo a mais para Corinthians e Grêmio? Teríamos os mesmos resultados?
Impossível saber.
De qualquer forma, certo corpo mole parece ter sido decisivo na reta final desse brasileirão de pontos corridos. O que não tira os méritos do Flamengo.
O rubro-negro não deve essa conquista a Adriano ou Petkovic, mas a Andrade.
Meio campo do Flamengo no início dos anos 1980 ao lado de Zico e Adílio, Andrade assumiu o cargo em julho, enfrentando desconfianças de todos os lados. Terminou como o primeiro treinador negro a ser campeão brasileiro.

Outro que assumiu o cargo em julho foi Muricy Ramalho, no Palmeiras.
O primeiro jogo do Palmeiras sob o comando de Muricy foi uma vitória sobre o Fluminense. O time chegava ao primeiro lugar na tabela. Pouco mais de quatro meses depois, após ser derrotado pelo Botafogo por 2×1 no Engenhão, terminou o campeonato em quinto, fora da zona de classificação da Libertadores.
A torcida alviverde deve estar pensando: se Jorginho tivesse continuado no time, teria se tornado outro Andrade? Um “interino que deu certo”?
Impossível saber.
Um fim melancólico para um dos favoritos ao título.

uniban vs. geisy arruda

Posted in brasil by Fabio Camarneiro on 16/11/2009

crowd1

Há alguns dias, muito se comenta sobre o caso Geisy Arruda.

Parece haver muito pouco a acrescentar aos comentários do blog de Inácio Araújo, escritos logo que a Uniban (ou Unitaleban, conforme piada que circula pela internet) expulsou a aluna.

Se alguém ainda não sabe, em 22 de outubro, Geisy Arruda foi hostilizada por colegas da universidade devido à suposta falta de decoro de suas vestimentas. Em 7 de novembro, a universidade resolveu expulsar a estudante. A razão alegada: “desrespeito à dignidade acadêmica e à moralidade”. Depois, a Uniban voltou atrás na decisão, mas Geisy já tinha se tornado uma celebridade instantânea. Atualmente, aproveita seus 15 minutos de fama.

Na Folha de S. Paulo de sábado, 7 de novembro, Hélio Schwartsman escreveu uma bela análise do caso, tocando nas razões psicológicas da expulsão da garota. Parece óbvio que Geisy serviu de bode expiatório. Uma espécie de Maria Madalena moderna, apedrejada pela multidão enfurecida, mas (diferentemente da personagem bíblica) sem nenhuma culpa.

Muitos lembraram que uma instituição de ensino possui padrões de vestimenta e conduta. Foram citadas universidades internacionais de renome, que zelam pelo bom comportamento de seus alunos.

O primeiro problema: essas regras não estavam claras na Uniban. Muitas outras jovens universitárias usam roupas curtas ou, para usar o jargão popular, “provocantes”. O que determina que Geisy tenha “forçado a barra” e as demais não? Tenta-se agora inventar um limite claro para o que antes era fugidio. Mas isso não é o mais grave.

Assusta ver que a questão tenha se resumido a isso: se Geisy errou ou não na escolha do figurino. Vamos imaginar que uma universidade internacional de renome receba em seus corredores a exuberante Geisy Arruda. O que aconteceria? Talvez suspiros de escândalo, olhares de reprovação. Provavelmente uma suspensão à aluna. Mas o que se viu na Uniban foi muito além disso: tratava-se de uma turba ensandecida aparentemente disposta ao estupro e ao linchamento. Quando se compara o Brasil com o estrangeiro, leva-se em conta as roupas da aluna, mas não a reação de seus colegas.

Ao provocá-los, Geisy revelou o machismo da instituição de ensino e da sociedade como um todo. O caso diz menos da aluna (portanto, é inócuo tentar saber se ela errou ou não) do que dos demais estudantes, do nível de frustração a que estão submetidos e da maneira como lidam com o desejo. Não parece sem sentido lembrar que hoje em dia as universidades são vistas unicamente como maneiras de ascensão social (e de maior poder de consumo, ou seja, maior possibilidade de realizar seus desejos).

Por outro lado, a sexualidade de Geisy, que serviu como elemento de transgressão, corre agora o risco de ser “domesticada” em capas de revista masculina. Os mesmos que a hostilizaram (ou que seriam capazer de) agora pagarão alguns tostões para vê-la fazendo poses padronizadas em imagens de photoshop. Tudo muito correto, tudo muito comportado.

Uma vez “domesticada”, Geisy deixa de ser transgressora e se transforma em atração. Enquanto isso, a turba ensandecida permanece esquecida. Mais do que responsabilizá-los individualmente, é necessário pensar sobre suas motivações. Algo que diz muito sobre as universidades brasileiras, sobre o machismo e o conservadorismo do país e sobre como o Brasil lida com sua sexualidade.

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3 na copa

Posted in podcast by Fabio Camarneiro on 05/10/2009

camarneiro1

Os queridos amigos Dárcio Ricca, Ricardo Senise e Anna Fagundes convidaram o autor deste blog para participar do programa 3 na Copa, podcast sobre futebol que chega a sua décima-terceira edição inaugurando o quadro “cururu com tutano”.

A gravação, realizada no Café Pequeno, no último dia 26 de setembro, foi especialmente agradável e divertida, como vocês podem conferir pela foto acima (com Dárcio, Camarneiro e Senise) e no próprio programa:

Aqui, o arquivo para download.

Vida longa ao 3 na Copa!

carta ao mano

Posted in futebol by Fabio Camarneiro on 05/10/2009

mano

Caro Mano Menezes,

Como você bem sabe, todo mundo que gosta de futebol tem um lado técnico. Mas, entre tantos amadores e seletos profissionais, acredito que você ainda é o melhor técnico do Brasil no momento.

Muitos vão reclamar dessa afirmação. Deixo claro que não se trata de desmerecer seus colegas Muricy Ramalho ou Vanderlei Luxemburgo (também excelentes). É apenas afirmar que, ao que parece, você tem mais visão de jogo e defende um futebol mais bonito de se ver.

Mano, como você bem sabe, ser treinador de uma equipe grande como o Corinthians não é fácil, ainda mais com uma Libertadores pela frente no ano do centenário do clube. Após a derrota para o Atlético PR em pleno Pacaembu, no último sábado, 3 de outubro, você avisou que pretende mudar o esquema tático do time. O 4-3-3 (que garantiu dois títulos este ano, do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil) não está mais dando certo.

Claro que poucos entendem de futebol como você. Menos gente ainda sabe do cotidiano do clube, da relação com os atletas, da quantidade de fatores levados em consideração para se tomar uma decisão dessas. Mesmo assim, quero deixar aqui uma dica, que você pode perfeitamente desconsiderar.

O esquema seria o 3-5-2. Os zagueiros: Chicão, William e Diego. No meio: na direita, Alessandro; Elias (ou Jucilei) como volante; Defederico e Edno (garantindo a armação das jogadas) e, na esquerda, uma surpresa: Jorge Henrique. Na frente: Ronaldo e Dentinho.

A ideia do Jorge Henrique na esquerda veio, na verdade, do Victor Birner, em um comentário feito há algumas semanas na rádio CBN. À primeira vista, achei estranho. Depois, pensei melhor e percebi que havia algo bastante sensato aí.

Se Jorge Henrique preencher o vazio que existe no lado esquerdo do time desde a saída do André Santos, então, Mano, você terá conseguido transformar o Jorge em um dos mais versáteis jogadores do elenco corinthiano desde sempre!

Além disso, esse esquema poderia garantir uma zaga reforçada, e também dois jogadores atuando nas pontas (Alessandro e Jorge Henrique) que sabem avançar para o ataque e marcam muito bem. Defederido e Edno, uma vez bem entrosados, podem garantir a qualidade da armação. E, para Dentinho e Ronaldo, restaria caprichar na pontaria e mandar a bola para as redes.

Talvez nada disso faça muito sentido, mas não tem problema. Termino mandando votos de boa sorte e torcendo para que você encontre ainda um outro esquema tático, oxalá muito melhor que este aqui!

Um grande abraço do

Fabio Camarneiro

camarneiro

Posted in família by Fabio Camarneiro on 26/09/2009

brasao_bandeira

Camarneiros, uni-vos!

Sempre tive muita curiosidade sobre a origem de meu sobrenome português (ou “apelido”, como dizem por lá). Porém (mea culpa) nunca fui muito atrás disso.

Um dia, ao colocar “Camarneiro” em alguns sites de busca, em meio a alguns registros de Camarneiros (todos nascidos no final do século XIX, em Febres, Cantanhede, Coimbra, Portugal) deparei-me com um registro que especialmente chamou minha atenção.

Meu pai.

As informações estavam corretas e, segundo a página, foram cadastradas por um membro da LDS Church (Igreja de Jesus Cristo dos Últimos Dias, ou Latter-Day Saints).

Depois, com mais meia dúzia de cliques, descobri a freguesia de Febres. E, ao seu lado, outra freguesia mais recente, chamada (pasmem) Camarneira.

Parece que o sobrenome dos parentes nascidos em Febres, a princípio, se refere a lugares que, mais tarde, seriam promovidos à tal freguesia. Vale lembrar que, em Portugal, freguesia é o nome das menores divisões administrativas de um concelho (ou município). Como uma subprefeitura ou um distrito no Brasil.

A freguesia de Camarneira possui um site (no qual se encontram o brasão, a bandeira e o selo que ilustram este post).

Lá, explica-se também a origem do nome:

Camarneira é topónimo de algo rara ocorrência, podendo eventualmente aludir a uma circunstância local relacionada com suposta abundância de produção hortícola leguminosa, já que aquele termo se constituirá como provincianismo que exprimirá, em relação às plantas leguminosas que ostentam expressiva fartura de vagens.

Camarneira é local antigo integrado nos domínios do Frades Crúzios que no tempo da Fundação da Nacionalidade, (D. Afonso Henriques), viviam no Mosteiro de Santa Cruz em Coimbra. O nome Camarneira terá vindo de Câmara + areia, pela proximidade que noutros tempos existia com a areia do mar. Depois, pelas alterações linguísticas, ficou Camarneira.

Mas essa explicação não convence muito. Por séculos, a península ibérica foi dominada pelos árabes, e “Camarneiro” parece soar um pouco mouro. Basta lembrar do nome de Ali Khamenei, aiatolá e ex-presidente iraniano.

A origem do nome deve estar em outro lugar.

Meus queridos parentes de sobrenome Camarneiro, quem tiver outras informações sobre a família, favor encaminhá-las a este blog.