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cafeteira italiana

Posted in comes e bebes by Fabio Camarneiro on 21/09/2009

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Café é uma paixão.

Em seu livro História do mundo em seis copos, Tom Standage elege o café como uma das seis bebidas mais importantes da humanidade. Durante os séculos XVIII e XIX, na revolução industrial, foi o café que manteve acordados os trabalhadores nas fábricas.

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Um clássico artefato para o preparo da bebida é o modelo conhecido como “cafeteira italiana”, criada em 1933 pelo italiano Alfonso Bialetti.

Feitas de alumínio, as cafeteiras italianas usam a pressão da água no preparo da bebida, processo semelhante ao de uma máquina de espresso. Dessa forma, o café sai mais encorpado e com mais aroma.

Além da escolha do grão e da sua correta estocagem (o café absorve outros odores, por isso deve ser conservado em embalagens hermeticamente fechadas), algumas dicas para o preparo de uma boa xícara da bebida na cafeteira italiana: use água na tempeartura ambiente; preencha totalmente as partes reservadas para a água e o pó; deixe a água aquecer lentamente; quando o café começar a subir, abra a tampa para evitar que o café fique “aguado”; não deixe toda a água subir, nem o café começar a borbulhar.

Aqui, artigo de João Luís de Almeida Machado sobre a história do café.

Registro aqui meu agradecimento aos irmãos Raquel e André Bertoluci, donos do Café Pequeno (cafeteria e restaurante muito agradável na Vila Madalena, em São Paulo) e à barista Talita Scalabrini, que muito me ensinam sobre a bebida.

Bom proveito!

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cervejaria colorado

Posted in comes e bebes by Fabio Camarneiro on 20/09/2009

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A cerveja Colorado, produzida em Ribeirão Preto, foi uma grata surpresa ao paladar.

Uma pesquisa sobre a marca descobriu o blog de Rodrigo Campos, muito interessante para os apreciadores da bebida.

Abaixo, as descrições feitas pelo autor:

A Cervejaria Colorado foi fundada no ano de 1995 na cidade de Ribeirão Preto, conhecida pelo seu famoso chope. O carioca Marcelo Carneiro é o responsável pela empreitada. A cervejaria produz chope e cervejas engarrafadas e toda a água utilizada na fabricação dos produtos é captada do aquífero Guarany, uma das maiores e mais puras reservas de água doce do mundo.

A Colorado produz cervejas diferenciadas não somente pela sua qualidade, mas também pelo uso de ingredientes inusitados e genuinamente brasileiros nas suas receitas. Atualmente são produzidas quatro cervejas diferentes:

Colorado Cauim: Cerveja Pilsen com mandioca. O nome Cauim em Tupi se refere a uma bebida fermentada de cereais e mandioca que era produzida pelos índios.

Colorado Appia: Cerveja de trigo com mel de abelhas européias e africanas.

Colorado Indica: Cerveja India Pale Ale (IPA) feita com rapadura. O estilo IPA foi criado pelos britânicos para transportar suas cervejas nas viagens marítimas para a colônia, a Índia. As cervejas estragavam durante a longa viagem. Para prolongar a validade das cervejas foram acrescentadas grandes quantidades de lúpulo, que possui propriedades conservantes.

Colorado Demoiselle: Cerveja Porter com café. O nome Demoiselle é uma homenagem a Alberto Santos Dumont, pois sua família era proprietária de fazendas de café na região de Ribeirão Preto. Demoiselle foi o nome de um dos aviões criados por Santos Dumont. A receita da Demoiselle foi criada com a colaboração do cervejeiro caseiro Ricardo Rosa.

lei antifumo

Posted in cidades by Fabio Camarneiro on 17/09/2009

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Publico com certo atraso alguns comentários sobre a implantação da lei antifumo no estado de São Paulo, em vigor desde 7 de agosto.

Em noites de sexta-feira ou sábado, as calçadas da rua Augusta (entre as ruas Luis Coelho e Antônio Carlos) se transformam num fumódromo ao ar livre. É mais divertido ficar do lado de fora do que do lado de dentro dos bares.

O espaço para os pedestres se transforma em depósito de bituca. E não se pode culpar os fumantes, porque a lei proibe também o uso de cinzeiros nos bares e nas calçadas, sob pena de multa.

A sujeira vai aumentando. Contam que a prefeitura diminuiu o número de garis nas ruas (o que qualquer um que frequente as ruas do centro da cidade pode ver com os próprios olhos). Nas áreas boêmias, os atendentes dos bares ficam confusos: compra-se a cerveja dentro e consome-se fora do bar. Muitos começaram a cobrar antecipadamente de seus fregueses (pegou, pagou), na tentativa de se prevenir contra eventuais fujões.

O resumo é uma feliz balbúrdia, uma bagunça muito agradável. Por mais que se tente limitar as liberdades individuais, é interessante perceber que a desordem possui anticorpos contra o sistema: quanto mais proibições (legítimas ou não), mais caos aparecerá.

(A quem interessar possa, aviso: não sou fumante.)

flavio florence

Posted in música erudita by Fabio Camarneiro on 14/09/2009

flavio florence

Sábado e domingo (12 e 13 de setembro), a Orquestra Sinfônica de Santo André realizou dois concertos em homenagem ao maestro Flavio Florence, cujo falecimento completa um ano em 21 de setembro.

Florence foi embora cedo demais, aos 51 anos, vítima de câncer. Mesmo assim, deixou seu legado na Sinfônica de Santo André, que dirigiu por duas décadas.

Adolescente, aprendi muito sobre música com o maestro: em sessões de entrada gratuita, no Teatro Municipal de Santo André, Florence fazia questão de explicar ao público o funcionamento da orquestra. De maneira didática, ele introduzia e comentava as peças a serem executadas.

Lembro de “A sagração da primavera”, de Stravinski. O maestro pedia que a orquestra executasse alguns compassos da “Dança do fogo”, e depois explicava a importância daquele trecho para a história da música ocidental.

Recordo ainda outros concertos, com obras de Mozart, Vivaldi, Gershwin etc. O maestro sabia que uma orquestra só existe com uma plateia. Logo, a formação do público era uma de suas metas.

Nos concertos em memória a Flavio Florence, a orquestra foi conduzida por Carlos Moreno. No programa, a “Tocata sinfônica” do brasileiro Ricardo Tacuchian, o “Concerto nº 1 para piano e orquestra, em Bb menor”, de Piotr Tchaikovski (com a solista Eun Young Lee), e o poema sinfônico “Don Juan”, de Richard Strauss.

A execução foi correta, com vários momentos de brilho, especialmente no concerto de Tchaikovski.

Fica a saudade e o agradecimento ao maestro Flavio Florence. Fica também o projeto (citado pelo maestro Carlos Moreno antes da apresentação) de editar em livro as colunas que Florence escreveu para a revista Concerto.

Aqui, texto de Thiago Mariano, publicado no Diário do Grande ABC, sobre a trajetória do maestro.

escola livre de teatro

Posted in teatro by Fabio Camarneiro on 12/09/2009

alerta

A Escola Livre de Teatro de Santo André passa por um momento difícil, conforme explica seu blog (texto reproduzido abaixo).

Como ex-aluno da ELT, onde estudei direção teatral e dramaturgia, peço que espalhem a notícia, bem como o site do Movimento Livre Santo André, que acompanha de perto as manifestações pela manutenção do projeto original da Escola.

A Escola Livre de Teatro de Santo André (ELT), projeto artístico-pedagógico que se firmou como referência para a formação de atores no Brasil e que se aproxima agora dos seus 20 anos de enraizamento na cidade, acaba de ter seu coordenador, o ator Edgar Castro, sumariamente demitido.

Nesta sexta-feira, onze de setembro, artistas representantes dos principais coletivos de artes cênicas das cidades de Santo André e São Paulo – entre os confirmados, as atrizes Maria Alice Vergueiro e Leona Cavalli, o ator Antônio Petrim, os diretores Francisco Medeiros e Cibele Forjaz – farão um ato público em prol da manutenção do projeto artístico-pedagógico original, que se encontra ameaçado. 
Internacionalmente conhecida por seu projeto inovador desde sua fundação, em 1990, a ELT foi idealizada pela artista-pedagoga Maria Thaís Lima Santos, (hoje professora doutora da USP e coordenadora do TUSP), e coerentemente transformada pela experiência e pelos diversos mestres que passaram por ela tais como: Luis Alberto de Abreu, Antonio Araújo, Tiche Vianna, Francisco Medeiros, Cacá Carvalho, Renata Zhaneta, Cibele Forjaz, Cláudia Schapira, Denise Weinberg, Sergio de Carvalho.

Da palavra “Livre” – presente no nome da Escola – emerge um campo pedagógico próprio, que pressupõe o conceito de deliberação coletiva, derivado do contínuo diálogo entre mestres, aprendizes e funcionários (constituintes legítimos da comunidade ELT), num processo de não-hierarquização, radicalmente contrário a imposições.

Desde o final do ano passado, após a eleição do atual prefeito Dr. Aidan Ravin, a comunidade da Escola Livre de Teatro tem se reunido para conhecer o projeto cultural para a cidade de Santo André. Em 28 de novembro, organizou um ato público, o Encontro Cultural da Cidade, quando se esperava como convidado principal Dr. Aidan Ravin. O então futuro prefeito não compareceu, mas fez-se presente através de seus assessores e do vereador recém eleito Gilberto do Primavera, que firmou publicamente seu compromisso com a cultura da cidade e com a manutenção do projeto original da ELT.

No entanto, como primeira medida, designaram para escola uma nova coordenadora não pertencente ao quadro de mestres e desconhecedora do projeto em curso. Em assembléia geral da escola, em 3 de fevereiro de 2009, com a presença de toda comunidade ELT e da coordenadora, o atual Secretário de Cultura, sr. Edson Salvo Melo, não só reiterou a continuidade do projeto artístico-pedagógico como também acenou a reforma física do prédio da ELT, readequando o espaço para as atuais necessidades da escola.

Passados oito meses da nova gestão, de contínuas tentativas de diálogo entre a comunidade, a coordenadora sra. Eliana Gonçalves e os funcionários também recém transferidos para a escola, encontros mediados pelo coordenador Edgar Castro (mestre da escola há 11 anos), fomos surpreendidos por esta repentina demissão feita pelo diretor de cultura Sr. Pedro Botaro no dia oito de setembro.  
No ato público os artistas entregarão uma carta ao Secretário de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo, sr. Edson Salvo Melo. A idéia é pedir que se reveja a demissão de Edgar Castro – escolhido democraticamente pela comunidade escolar e com ampla aderência de todos – e a que se possa dialogar sobre a presença da sra. Eliana Gonçalves.

A concentração para o ato será às 14h em frente à ELT:

Praça Rui Barbosa s/ nº, bairro Santa Terezinha, Santo André.

Segue em passeata até o Paço Municipal de Santo André.

Os interessados também poderão participar do movimento que reivindica a manutenção do projeto pelo blog: www.movimentolivre-sa.blogspot.com

Aqui, matéria do Diário do Grande ABC sobre a conversa entre a Escola Livre de Teatro e o secretário de cultura do município.

diego armando maradona

Posted in futebol by Fabio Camarneiro on 09/09/2009

maradona cuca

Assunção, Paraguai. O time da casa vence os argentinos por 1×0, pelas eliminatórias da Copa de 2010.

A seleção de Maradona está em quinto lugar na classificação, com apenas mais dois jogos pela frente: Peru (adversário fácil) e Uruguai (adversário difícil, que jogará em casa).

Se o torneio terminar dessa maneira, os argentinos (bicampeões mundiais) terão que disputar na repescagem uma vaga à Copa do Mundo.

Difícil situação para Maradona. Um dos maiores jogadores de todos os tempos, dono de raça poucas vezes igualada, mestre no avanço do meio ao ataque, dotado de sorte, carisma, malandragem, habilidade… Está entre os melhores de todos os tempos, ao lado de Pelé, Di Stefano, Puskás, Cruyff, Zidane, Garrincha, Beckenbauer.

No banco de reservas, ao invés de lembrar algum desses craques, Maradona se parece com Cuca, atual comandante do tricolor carioca, o time lanterna da série A do Campeonato Brasileiro: um técnico que aprecia alguma ousadia, muitas vezes esquece de se precaver no sistema defensivo, e que aposta no emocional dos seus jogadores (quando ele mesmo é um tanto desequilibrado nesse quesito).

Nada contra Cuca. Ele pode ser um bom técnico, mas está longe do primeiríssimo time. Para minha análise, considero seu histórico e todos os problemas que enfrentou até hoje: ele sabe montar uma equipe como poucos, mas parece falhar em campeonatos mais longos, cheios de altos e baixos (coisa que Muricy Ramalho, por outro lado, sabe fazer bem, com seu método “devagar e sempre”).

Diego Armando Maradona foi um de meus ídolos de infância, quando eu acompanhava meu avô materno na torcida pela seleção de seu país. Maradona viveu o auge de conquistar uma Copa e depois o inferno do seu vício em drogas. Parece acostumado aos extremos. Mesmo assim, sua situação atual lembra um poema de Manuel Bandeira: “a única coisa a fazer é tocar um tango argentino”…

Don Diego e Cuca vivem momentos complicados. Seus maiores adversários: eles mesmos.

blogs etc.

Posted in internet by Fabio Camarneiro on 08/09/2009

Algumas dicas:

Heitor Ferraz Mello anda divulgando seu trabalho no Coisas imediatas.

Chance para ler alguns poemas que devem estar em seu novo livro, Um a menos, cujo lançamento em São Paulo será no dia 22 de setembro, a partir das 19h30, no Canto Madalena.

um a menos

Em outro blog, Janaina gentilmente lembrou o meu retrovisor. Foi uma surpresa e uma alegria. Retribuo aqui a gentileza (que ela chama de “selinho”) e recomendo a visita ao Versos íntimos. Aproveito também para relacionar outros blogs interessantes, alguns de amigos pessoais:

Erica Gonsales publica textos (e fotos) sempre muito elegantes e sensuais em seu Malagueta.

Mario Rui Feliciani é um homem de olhar apurado (em suas fotografias e em seus comentários). Além disso, é dono de um coração do tamanho dos anéis de Saturno e de um bom-humor inesgotável: para conhecê-lo um pouco mais, é bom ver (e ler) o Ara, tem dó!

O flickr de Anna Lívia Marques privilegia as paisagens e as formas criadas nos encontros entre natureza e cidade. A chance de acompanhar a formação de um olhar muito talentoso.

Sempre com a percepção muito aguçada, Fábio Andrade (também redator da Cinética) fala de música, cinema, fotografia e muito mais em seu Fabito’s way.

O texto muito charmoso da jornalista Flavia Perin está em seu blog: futebol, viagens e algumas lembranças de Portugal.

Em Parece filme, mas é vida mesmo…, a publicitária e escritora Camila Fremder demonstra um olhar muito feminino para o cotidiano em uma grande cidade e para as pequenas angústias da mulher contemporânea.

São apenas alguns dos endereços que frequentam meus favoritos. Numa próxima vez, divulgo outros. Dicas são sempre bem-vindas.

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market ipanema

Posted in comes e bebes by Fabio Camarneiro on 08/09/2009

market ipanema

Caminhando por Ipanema, procurando um lugar para almoçar após uma visita à Livraria da Travessa.

De repente, uma lousa no meio da calçada (ou do passeio): steak de mignon com risoto de cogumelos. Em cima da porta, uma placa: Market Ipanema.

Entrei.

Após um corredor de paredes coloridas, um aconchegante pátio no meio dos prédios. Uma simpática hostess, uma mesa vaga, uma caipirinha de lichia (nada especial, diga-se).

O cardápio, apesar de compacto, com poucas opções, parecia equilibrado: saladas, duas opções de massa, carnes e peixes com acompanhamentos bem escolhidos.

Peço um atum com sementes de linhaça, acompanhando arroz integral, quibebe de abóbora e molho oriental. O peixe estava no ponto certo, quase cru em uma pequena parte de seu interior: um corte revelava uma escala de cores do vermelho escuro ao cinza. O molho oriental equilibrava-se delicadamente em tons agridoces. O arroz muito bem preparado; o quibebe cremoso e não muito adocicado.

De sobremesa, um cobler de banana com mel e aveia acompanhando uma bola de sorvete de creme e farofa crocante: muito bom, mas não tão surpreendente quanto o prato principal.

Decoração elegante, bom atendimento, comida excepcional, preço honesto (aproximadamente 30 reais o prato principal).

Vale uma visita.

Market Ipanema. Rua Visconde de Pirajá, 499. Ipanema. Rio de Janeiro – RJ.

argentina 1×3 brasil

Posted in futebol by Fabio Camarneiro on 06/09/2009

maradona

O jogo começou truncado. Respeito mútuo: Argentina e Brasil não é um confronto qualquer.

Durante 20 minutos, a equipe de Maradona atacou insistentemente, mas sem levar muito perigo ao gol de Júlio César. Por outro lado, o Brasil não conseguia ultrapassar a forte marcação dos hermanos.

Parecia que o primeiro tempo terminaria sem gols. Até que, numa jogada de bola parada, o Brasil marcou.

Cobrança de falta. Elano se prepara para bater. Os hermanos marcam Kaká, Robinho, Luis Fabiano e companhia, deixando Luisão (um zagueiro) entrar na área livre de marcação. Gol de cabeça.

Argentina 0x1 Brasil.

Antes do final do primeiro tempo, outro gol. Todo atacante tem um pouco de sorte e um pouco de oportunismo: Luis Fabiano estava na hora certa no lugar certo, pronto para empurrar a bola para as redes após um bate e rebate na pequena área.

Intervalo: Argentina 0x2 Brasil. Era sabido que os Argentinos voltariam com toda carga. Tudo ou nada.

Os argentinos esboçaram uma reação. Aos 20 minutos, Dátolo ficou livre na intermediária (erro da defesa brasileira) e mandou uma bomba: gol da Argentina.

Maradona gritou. O estádio tremeu. A Argentina passou a acreditar na reação.

Mas, apenas três minutos depois, um passe genial de Kaká e um toque não menos genial, por cobertura, de Luis Fabiano. O Brasil decretava o placar da partida: 1×3.

Com o resultado, a seleção de Dunga está classificada para a Copa da África do Sul em 2010. Enquanto isso, Maradona amarga o quarto lugar na tabela de classificação, sob o risco de decidir a vaga argentina na repescagem.

Dunga tem muita sorte: é pragmático (monta o time para conseguir o resultado) e está amparado por grandes jogadores como Kaká. Por outro lado, Maradona é emotivo, melodramático (fez declarações pedindo o apoio da torcida de seu país), e está amparado por grandes jogadores como Messi.

Em Rosário, na disputa dentro de campo, Kaká foi melhor. Centralizou as jogadas do Brasil, sofreu muitas faltas e foi essencial em dois gols da seleção. Lionel Messi fez alguns bons dribles, mas nem de perto demonstrou a visão de jogo e o espírito de liderança do brasileiro.

Na disputa dos técnicos, Dunga sai da Argentina com o passaporte carimbado para a África do Sul. Maradona, se perder para o Paraguai na próxima quarta-feira, 9 de setembro, e deixar escapar a vaga, pode perder o cargo na seleção e sair pela porta dos fundos…

Triste ver um gênio da bola (um dos maiores) passar por situação tão delicada.

Aqui, uma bela análise de Dárcio Ricca sobre a partida, publicada no site do 3naCopa.

vanusa

Posted in brasil by Fabio Camarneiro on 03/09/2009

Março de 2009. Assembleia Legislativa de São Paulo, primeiro encontro estadual de agentes públicos (?), a cantora Vanusa, musa do iê-iê-iê, canta o hino nacional brasileiro. Sucesso instantâneo no YouTube.

A cantora disse mais tarde que se atrapalhou com a letra por conta de um remédio tomado antes da apresentação.

De qualquer maneira, sua interpretação se tornou um retrato dos mais interessantes desse país surrealista (a começar pelo nome do evento, que parece um tanto nonsense).

O fato de pouca gente saber a letra do hino nacional está longe de ser um problema. Muito mais grave é a população não conhecer arroz, feijão ou bife. Além disso, devem haver áreas do saber mais úteis que os símbolos pátrios.

O interessante aqui é como Vanusa criou — ao que parece, inadvertidamente — pequenos deslocamentos poéticos na letra do hino.

É como se o Brasil fosse uma cisão: ao mesmo tempo dois, um oficial e outro por baixo dos panos. No canto de Vanusa, esses dois países entraram em choque, podendo coexistir ao mesmo tempo, e deixando perplexa a audiência.

Na vida cotidiana esses dois países normalmente entram em choque. Mas é difícil ver isso acontecer em um palanque oficial, durante evento do governo. As autoridades preferem pensar (ou insistem que nós pensemos) em um país mais simples e menos contraditório.

Aproveitando a deixa, outros enganos com o hino, registrados em eventos públicos Brasil afora: “deitado eternamente em berço incrédulo; és belo, és torto, impálido tremoço; e o teu fundilho espalha essas grandezas; ó, pátria mala; dentre outras mil, és de fuzil, as tuas farras; do brilho dessa sola, és mãe febril; pátria amada, Brasil…”